
Em bases industriais com produtos inflamáveis, atmosferas explosivas ou substâncias tóxicas, qualquer atividade fora da rotina precisa ser cuidadosamente controlada.
Levantar informações técnicas continua sendo necessário, mas, em uma área de risco, cada hora adicional de permanência representa uma exposição que deve ser reduzida.
A questão, portanto, é como obter dados confiáveis com segurança, rapidez e sem comprometer a operação.
Quais são os desafios dos levantamentos em área de risco?
Em resumo, os levantamentos em área de risco exigem mais controle, planejamento e menor tempo de permanência em campo. Quanto maior a exposição da equipe, maior tende a ser a complexidade operacional da atividade.
Áreas de risco em instalações industriais seguem classificações e requisitos específicos de segurança. Em bases de GLP, por exemplo, podem existir zonas 0, 1 e 2, definidas conforme a possibilidade e a frequência de presença de atmosfera explosiva.
Em refinarias e plantas petroquímicas, o controle também é rigoroso. Levantamentos convencionais podem exigir permissões específicas de trabalho, análise preliminar de riscos, acompanhamento de segurança e, dependendo da atividade, restrições operacionais.
Nesse cenário, quanto mais tempo a equipe permanece na área de risco para medir, conferir ou documentar elementos, maior é a exposição envolvida e maior pode ser o custo operacional da atividade.
Como o escaneamento 3D reduz o tempo de permanência em área de risco?
Basicamente, o escaneamento 3D permite capturar um grande volume de informações em poucos minutos por posição. Isso reduz o tempo necessário em campo e evita medições manuais prolongadas em áreas classificadas.
O escaneamento 3D a laser realiza varreduras completas e registra milhões de pontos tridimensionais, além de fotografias panorâmicas em 360°, sem contato físico com as estruturas.
A equipe de escaneamento se desloca pela área de risco com dinâmica semelhante à de uma inspeção visual, sem necessidade de medições manuais ponto a ponto ou permanência prolongada em cada local.
Expertise da VMB Scanning
Nós já executamos levantamentos em bases industriais com áreas classificadas de até 90.000 m², mantendo a operação em funcionamento. A captura pode atingir precisão de 2 a 5 milímetros.
Cada varredura registra superfícies visíveis, estruturas, tubulações, equipamentos, bandejas de cabos e sistemas de combate a incêndio.
Como a coleta não depende da seleção prévia de cada ponto, informações que não pareciam relevantes no momento do levantamento permanecem disponíveis para consultas futuras.
Como a consulta remota reduz novas exposições em áreas de risco?
Na prática, um dos maiores ganhos do escaneamento 3D está em reduzir a necessidade de retorno à área de risco. Depois da captura, diversas verificações podem ser feitas remotamente a partir do ambiente digital.
Uma vez criada a nuvem de pontos, medições, verificações de posicionamento, análises de layout e estudos de ampliação podem ser realizados sem nova ida a campo.
O tour virtual em 360° também permite navegar pela instalação remotamente. Medições podem ser extraídas do modelo digital, enquanto tags vinculadas aos equipamentos organizam informações técnicas que antes dependeriam de consultas presenciais.
Em empresas com múltiplas bases industriais, esse recurso muda a dinâmica de trabalho. Uma verificação que exigiria viagem, hospedagem, deslocamento e nova autorização de acesso pode ser resolvida em poucos minutos no escritório.
Ao longo do tempo, a redução dessas novas exposições transforma o escaneamento em uma fonte recorrente de ganho operacional e de segurança.

Como o ambiente digital ajuda nas simulações de segurança?
Em resumo, os dados capturados em área de risco também podem evoluir para gêmeos digitais com recursos voltados à segurança. Isso permite analisar cenários e informações críticas sem depender exclusivamente de presença física.
Nós já implementamos gêmeos digitais em bases do setor energético com mapeamento visual de zonas de classificação de explosão, simulação de rotas de fuga com cálculo de distância, localização de extintores e simulações de cenários de incêndio.
Essas funcionalidades ampliam o uso dos dados capturados e ajudam equipes de engenharia, operação e segurança a consultar informações de forma integrada. Esse trabalho também foi reconhecido em premiações do Prêmio Inovação GLP.
Reduza a exposição sem abrir mão de informações confiáveis
Basicamente, segurança e qualidade da informação não precisam competir entre si. Em uma área de risco, a tecnologia adequada permite reduzir o tempo em campo, ampliar a quantidade de dados capturados e evitar novas exposições desnecessárias.
O escaneamento 3D cria um acervo digital que pode continuar sendo consultado depois do levantamento, apoiando medições, análises e decisões sem exigir novas mobilizações para verificações de rotina.
A VMB Scanning já escaneou bases com áreas classificadas de zona 0, 1 e 2, capturando dados completos com a operação em andamento. Em um único projeto, documentamos mais de 225.000 m² distribuídos em seis filiais industriais.
Se a sua operação não pode parar para levantamento, entre em contato.
Tags:
Escaneamento 3D
Valter Brito
Valter Brito é Engenheiro Civil e CEO da VMB Scanning e VMB SmartBIIM. Com mais de uma década de experiência e grande projetos no portifólio, é referência nacional em BIM.
